Angina, também conhecida por angina pectoris, é um termo médico que se refere à dor no peito ou qualquer outro tipo de dor na região torácica. A recorrência deste desconforto pode ser um sinal de problemas cardiovasculares ou pequenas infecções.

O principal sintoma da angina é a própria dor na região. Ainda assim, ela pode vir acompanhada de espasmos, cansaço, arritmia, desmaios e falta de ar. Mediante qualquer um destes sinais, deve-se buscar o atendimento médico, o mais rápido possível.  Se não for tratada, o coração pode perder nutrientes e acabar levando ao infarto.

Angina instável e estável

O tempo de permanência da dor recebe nomeações diferenciadas. Se ela durar até 10 minutos, é considerada angina estável. Esta, geralmente, é associada ao risco de infarto ou ataques cardíacos, aparecendo em situações previsíveis, ou seja, quando o paciente está sofre com esforço físico intenso ou momentos em que o aumento da frequência cardíaca é esperado.

Já no caso da angina instável, a duração da dor pode estender-se por até 20 minutos. Sua principal causa é o excesso de esforço físico, sendo que não há um padrão específico, podendo aparecer repentinamente sem causa aparente. Por conta disso, pode ocasionar o desgaste do tecido muscular do coração, levando à insuficiência cardíaca e ao aumento das chances de infarto.

Conforme indica um estudo publicado no Arquivos Brasileiros de Cardiologia, as mulheres têm 3 vezes mais tendência a sofrerem de doenças cardiovasculares, sendo mais acometidas pela angina. Os dados apresentados não possuem aparente interferência da idade e/ou fatores socioeconômicos.

Causas da angina

Acredita-se que, em ambos os casos, essa dor acontece quando falta oxigenação no coração (geralmente, por conta de arritmia, hipertensão arterial ou excesso de esforço físico). A resposta do órgão é o envio da dor como um aviso de que ele precisa melhorar a oxigenação do sangue.

Há algumas doenças e condições de saúde que podem facilitar a ocorrência da angina. São elas:

  • Anemia;
  • Taquicardia;
  • Estenose aórtica;
  • Aterosclerose;
  • Hipertensão arterial.

Além disso, sabe-se que são fatores de risco para o desenvolvimento da doença o tabagismo e pacientes que possuam o diagnóstico da diabetes, obesidade ou colesterol elevado.

Diagnóstico

Ao sentir a angina pectoris (dor no peito), recomenda-se consultar um cardiologista. Este deverá realizar testes para averiguação da resistência física e coronária do paciente. Entre a lista de exames que podem ser solicitados encontram-se:

  • O eletrocardiograma;
  • A cintilograma;
  • A ressonância magnética;
  • A tomografia coronária;
  • A cineangiocoronariografia.

Tratamento

O tratamento correto da angina pectoris vai depender muito da causa de cada paciente. Anêmicos, por exemplo, precisarão tratar o fator de risco para facilitar a oxigenação e nutrição do sistema cardiovascular o que consistiria em um tratamento diferente de quem tem aterosclerose. Neste caso, seria mais recomendada a aplicação de dietas ou realização de angioplastia e/ou colocação de stents.

Entre as possíveis metodologias ainda encontram-se a possibilidade de redução da frequência cardíaca com remédios para hipertensos, uso de remédios beta bloqueadores e/ou vasodilatadores.

A dor no peito deve ser prevenida com a adoção de uma rotina saudável, tanto quanto aos hábitos alimentares como a prática de atividades físicas regulares.

Referências

ARQUIVOS BRASILEIROS DE CARDIOLOGIA. Diferença de Letalidade Hospitalar da Angina Instávelentre Homens e Mulheres. Disponível em <http://publicacoes.cardiol.br/abc/1999/7206/72060002.pdf>